Neil Newbon, ator de Astarion, fez uma pausa após seu papel no RPG da Larian Studios
É fácil dizer que, quando se alcança um sucesso como Baldur’s Gate 3, todo o sacrifício valeu a pena. No entanto, às vezes, o desgaste envolvido na criação de um dos melhores RPGs da história pode cobrar um preço alto para a saúde mental de seus criadores. Neil Newbon, voz e ator de captura de Astarion, um dos protagonistas do jogo, revelou que sofreu um esgotamento físico e mental durante as gravações, o que o obrigou a fazer uma pausa na carreira — motivo pelo qual ele apareceu em poucos jogos depois. A situação evidencia o esforço extremo por trás de um título que marcou um divisor de águas no gênero.
Em uma recente conversa, no contexto do lançamento de Dead Take — projeto em que colabora com Ben Starr, voz de Verso em Clair Obscur: Expedition 33 —, Newbon contou que, apesar de sua longa experiência como ator, raramente havia passado por um desgaste tão intenso quanto durante a produção de Baldur’s Gate 3. Trabalhando simultaneamente em outros projetos e cumprindo jornadas maratonas, chegou a um ponto em que simplesmente “travou” e precisou interromper suas atividades por um tempo.
Larian Studios não obrigou Neil Newbon a nada — a decisão foi pessoal
O caso não ocorreu em um contexto de exploração ou abuso, mas sim em um ambiente de trabalho exigente, porém consensual. O ator reconhece que, embora as jornadas fossem longas e desafiadoras, todos estavam dispostos a se esforçar ao máximo. Ainda assim, o acúmulo de pressão e cansaço levou Newbon a comunicar aos superiores que precisava parar por sua saúde física e mental.
O Larian Studios, responsável por Baldur’s Gate 3, reagiu de forma responsável e humana, incentivando-o a tirar o tempo necessário para se recuperar. “Você precisa tirar uma semana de folga”, disseram — embora o ator acreditasse inicialmente que seriam apenas dois dias. No fim, essa pausa foi essencial para que ele pudesse se recompor e voltar renovado ao trabalho.
O depoimento destaca as condições desafiadoras enfrentadas por atores e criadores em produções complexas como Baldur’s Gate 3 e reforça a importância de priorizar a saúde mental em uma indústria que exige dedicação máxima.


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